Após a terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Poker, o ranking Jogador do Ano de Mixed Games do BSOP (Brazilian Series Of Poker) ganhou muita emoção. Caue Durazzo não somou pontos em Gramado, com isso os demais adversários se aproximaram na classificação, e apenas 296 pontos separam o líder do quarto colocado.
Um dos jogadores que encostaram no líder foi o atual campeão do ranking de Mixed Game do circuito, Gabriel Baleeiro. O baiano iniciará o BSOP Winter Millions apenas 208 pontos atrás da ponta da classificação, em terceiro lugar. “Ter sido campeão do ranking no ano passado me traz mais tranquilidade. Eu sei que é possível, sei o que precisa ser feito e já conheço bem o field. Isso me dá confiança para manter o foco e repetir o desempenho”, comentou sobre a possibilidade de repetir o feito.
O profissional revelou que manter o título já era um objetivo desde da etapa em casa, na abertura da temporada. “Sempre foi um objetivo desde o começo da temporada. Claro que, para a maioria das pessoas, acaba sendo uma consequência natural de uma boa sequência de resultados nas primeiras etapas”.
Em três etapas são oito premiações, sendo seis mesas finais, porém sem nenhum título. Entretanto, o competidor apontou que a cravada não é o único fator determinante para alcançar o topo. “Acredito que é a combinação de dois fatores. A regularidade te mantém na briga, te posiciona bem ao longo da temporada, mas para ter chances reais de conquistar o ranking, é importante cravar alguns eventos. As mesas finais são valiosas, mas os títulos fazem diferença quando a disputa está apertada”.

O jogador acredita que o BSOP Winter Millions pode ser determinando para saber quem serão os adversários que estarão entre ele e o back-to-back. “O Winter Millions quanto o Millions tem um impacto decisivo na disputa, por conta do maior número de eventos e dos tamanhos dos fields. Se você não conseguir performar bem nessas etapas, suas chances de brigar pelo ranking até o final ficam muito pequenas. É praticamente obrigatório ter uma boa run em pelo menos um dos dois para seguir com chances reais”.
Presença constante no circuito há anos e especialista nas modalidades mistas, Gabriel analizou a popularização dos Mixeds. “Há uma tendência natural de crescimento, principalmente por parte de profissionais que já estão um pouco cansados de jogar sempre o mesmo jogo”, e seguiu apontando outros motivos. “O Mixed oferece um desafio técnico diferente e torna o jogo mais dinâmico. Mas existem oscilações na popularidade, os fields são menores e as premiações também acabam sendo um pouco mais baixas, o que faz alguns jogadores optarem por outros eventos. Mas, em termos de EV, o valor esperado é igual ou até maior, e o clima das mesas é muito mais agradável”.
Gabriel Baleeiro encerrou falando da representatividade de vencer o ranking por dois anos consecutivos. “Seria maravilhoso, principalmente, conquistando back to back. Seria um feito inédito e muito improvável de ser replicado, tanto pela variância natural do jogo quanto pelo nível de comprometimento que esse objetivo exige. Algo muito representativo, mas, ao mesmo tempo, sei o quanto é difícil. Nada está garantido, e é preciso jogar torneio a torneio, focado”.











