Larry Lopes já possuía uma mesa final no currículo do maior circuito de poker da América Latina, foi em 2013 na Costa do Sauípe. Doze anos depois, o empresário retornou para uma grande decisão, desta vez em casa, no BSOP Gramado. Na segunda oportunidade, o empresário natural de São Sepé, mas que vive em Passo Fundo há mais de 20 anos, não deixou a chance escapar e conquistou o título.
Para alcançar o lugar mais alto do pódio, o gaúcho precisou superar uma disputa com 857 jogadores. A vitória rendeu a bagatela de R$ 320.500, após um acordo no 3-handed, e o belíssimo Card Protector, joia exclusiva dos campeões dos Torneios Gold do BSOP. “É um sentimento diferente”, festejou o campeão. “É uma alegria enorme, um título que eu vinha perseguindo há anos. Graças a Deus, agora é nosso!”.
O campeão também falou do gosto especial de trazer de volta o título do Main Event para o Rio Grande do Sul. “O Sivio estava com a gente. Eu não participei da última edição. É sempre uma alegria jogar o BSOP, estão todos de parabéns. Vencer em casa tem um gosto especial, com certeza. Não podemos deixar o título sair daqui, não é bairrismos não, nós custamos dizer que ‘estamos na peleia’”.

O início da mesa final foi difícil. Nas duas primeiras horas de jogo, apesar de cinco situações de all in e call, todos os shorts dobraram, incluindo Larry. Foi apenas no terceiro nível de blind completo da decisão que o primeiro eliminado foi conhecido. “O jogo ficou bem apertado, teve momento que o chip leader ficou com apenas 25 blinds, mas acredito que é por isso que conquiste alguns resultados: eu jogo pra frente. Raramente, os jogadores não vão me tirar nas fichas. O poker é isso aí”, comentou.
Larry se manteve entre os stacks medianos da decisão, se mantendo vivo até o início no 6-handed. Foi quando conseguiu a segunda dobra e saltou para a parte de cima do chip count. Na sequência, eliminou Marciano Zucolotto em quinto, se tornando chip leader.
Experiente, e não sentindo a pressão da grande mesa final, administrou a superioridade em fichas e chegou ao duelo final com o triplo de fichas de Ricardo Augusto. O jogador de Brasília até conseguiu uma dobra e virou o duelo, mas o gaúcho estava determinado a conquistar o título.
Apesar de possuírem mais de 30 blinds para trabalhar, o duelo final foi decidido em vinte minutos. Na mão final, os finalistas se envolveram em all in e call com Larry Lopes tendo 88 contra KT. Logo no flop apareceu um T, seguido por 5 e 7. A carta do turn foi outro 5 e um 4 no river sacramentou a vitória do jogador. “Quero dedicar para a minha família, filhos, noras e netos. Também a rede gigantesca de amigos que tenho”, encerrou o campeão.

Confira a premiação da mesa final:
1º – Larry Lopes – R$ 320.500
2º – Ricardo Augusto – R$ 218.000
3º – Guilherme Schuler – R$ 161.00
4º – Jean Finger – R$ 120.800
5º – Marciano Zucolotto – R$ 92.500
6º – Silvio Feiber – R$ 71.250
7º – Jacques Ortega – R$ 50.100
8º – Mauro Steffen – R$ 35.200
9º – Maurício Zeman (Chile) – R$ 27.900











