De 1,5 blind ao título: Carlos Lima crava Grand High Roller do BSOP Foz do Iguaçu

Campeão precisou realizar virada épica para ficar com o título
Carlos Lima vence Grand High Roller do BSOP Foz

Um dos quatro Torneios Gold da etapa, o Grand High Roller foi um grande sucesso. Somando mais de R$ 1,5 milhão em prize pool e 127 competidores, foi Carlos Lima quem conseguiu uma virada incrível para ficar com o cobiçado troféu e a forra de R$ 400.000.

O dia final começou com uma FT de respeito. Nomes como Pedro Cassar, Thiago Crema, Ramon Kropmanns, Leandro Bianchini e Sebastian Fonseca também faziam parte da constelação que lutava pelo troféu. No final, em um 3-handed disputadíssimo entre Carlos Lima, Leandro Bianchini e Daniel Almeida, melhor para Carlos, que chegou a ficar com cerca de 1,5 blind, mas se recuperou na disputa e venceu o argentino em um heads-up relâmpago.

Sobre a importância de ganhar um torneio como o Grand High Roller, Carlos comenta. “Esse torneio eu gosto muito de jogar. Eu tenho empresa, não posso ficar jogando tanto, mas toda vez que venho ao BSOP procuro jogar este High Roller. É um torneio muito especial, porque eu jogo com os melhores jogadores do Brasil. O Dan Almeida é um exemplo para mim, os outros jogadores também que participaram. Foi uma mesa final muito difícil, pessoal bastante firme para jogar, uma mesa estrelada, e eu consegui fazer um jogo recuado, mas segurando as fichas.”

Entre as dificuldades durante a mesa final, o momento do 3-handed que o viu ficar com cerca de 1,5 blind certamente foi o mais complicado. “Na parte final o Dan entrou muito grande. Eu cheguei a ficar com cerca de 1,5 BB no 3-handed, porque eu tive que foldar uma mão para ele. E aí as mãos foram entrando, eu fui dobrando, e chegou na mão crucial, que foi quando ele me deu um all-in com Q3s e eu com 66 decidi pagar pensando que poderia ser um flip. Deu certo, e foi a glória. Foi bacana para caramba puxar aquela mão, porque aí eu fiquei gigante, o argentino ficou com bem poucas fichas, e na mão final ele me deu all-in com A3 e eu paguei com AKs.”

Sobre o tamanho da conquista, Carlos é bastante claro. “Acho que o torneio mais importante da minha carreira é este do BSOP. Apesar de eu já ter ganhado torneio até em Vegas, já faz muito tempo. Esse aqui tem um gostinho especial, porque o último que eu ganhei foi um heads-up que eu joguei em Salvador, na Bahia.”

Por fim, o jogador conta para quem dedica a cravada. “Eu dedico a vitória aos meus filhos e à minha esposa, que estão lá em Maringá. Hoje mesmo a minha filha tinha uma apresentação na escola, e eu mandei uma mensagem para ela que eu não podia ir porque estava na mesa final, e ela torce muito para mim, gosta também de poker, tem só 6 anos. Os meus outros dois filhos, que já são mais velhos, também gostam um pouquinho, e eu dedico a eles e à minha esposa. Foi muito bacana.”

Confira a premiação da mesa final:

1º – Carlos Alberto Alves de Lima: R$ 400.000,00
2º – Leandro Nahuel Bianchini Lowenstein (Argentina): R$ 270.000,00
3º – Daniel Victor de Almeida: R$ 176.000,00
4º – Norberto Andres Korn (Argentina): R$ 146.000,00
5º – Juan Sebastián Fonseca Chaves (Colômbia): R$ 118.000,00
6º – Ramon Kropmanns da Silva: R$ 93.000,00
7º – Thiago Crema de Macedo: R$ 71.000,00
8º – Rogério da Silva Mota: R$ 53.350,00
9º – Pedro Fernandes Cassar: R$ 40.000,00

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