Se nos rankings Geral, de High Roller e Jogador Estrangeiro o nome a ser batido é Carlos Serrano, no de Omaha a ampla vantagem é de Alex Manzano. Com mais de 1.400 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado Lúcio Antunes, o chileno conversou com o BSOP sobre sua condição na disputa.
“Chego bastante confortável”, disse o craque sobre o clima para o início da última etapa da temporada. “Tenho muitos pontos de diferença e, mesmo que não tivesse, ainda assim me sentiria tranquilo. Sinto que estou em um nível mais alto, então venho bem confiante”.
Quando perguntado sobre a estratégia planejada para o Millions, o jogador declarou que não mudará muito o que já vinha fazendo. “Vou jogar do mesmo jeito de sempre. A ideia continua sendo ganhar. O que provavelmente vou fazer, por ter tanta vantagem, é jogar menos torneios de Omaha e focar no Championship e nos High Rollers de Hold’em.”
Questionado sobre quem ainda pode ameaçar sua liderança, Alex foi direto. “Não vejo muitos jogadores com chances. Alguns deles nem estão jogando, seja pela diferença de pontos ou também pelo nível de habilidade, sinceramente não os vejo com muitas possibilidades. Desde a etapa passada já me sinto praticamente campeão.”
“Eu adoro os torneios aqui no Brasil, gosto muito do BSOP, e no Chile se fala cada vez mais sobre isso”, continuou ele, admirado com as mudanças no festival patrocinado pelo PokerStars. “Conversei com muita gente que vai vir, pelo menos uns 40 ou 50 chilenos. Conheço todos. Eles me perguntavam sobre os torneios, quanto custa, onde ficar, hospedagem, passagem, tudo isso. Ajudei muitos a virem. Então eu gosto da ideia de que o evento fique cada vez mais massivo, grande e importante.”
Por fim, ele revelou o que conquistar o ranking representaria para sua carreira após anos afastado do circuito. ”Quando o ano começou, coloquei isso como meta, porque eu estava há sete anos afastado do poker”, falou. “Então estabeleci essa meta para sentir se eu ainda estava em nível competitivo. E percebi que sim, com sobra. Pelo menos em nível sul-americano sinto que tenho mais do que o suficiente para voltar. Agora isso me dá segurança para, no próximo ano, começar a jogar mais na Europa e nos Estados Unidos, e obviamente entrar em torneios mais caros. Então significa uma força grande que levo para o ano que vem.”











