O BSOP trouxe diversas inovações para o poker brasileiro e latino-americano ao longo de sua história. Alguns dos destaques são a retirada das fichas de 25 do jogo, a implementação do big blind ante e a inserção de tablets nas mesas. Recentemente, outras novidades foram postas em prática, sempre pensando no jogo e no jogador.
Roberto Soares, Diretor Geral de Torneios do BSOP, detalhou algumas dessas novidades e também revelou qual é a postura do evento em relação ao poker: “sempre foi uma premissa do BSOP buscar estar no topo da cadeia, sempre com as melhores regras e os melhores procedimentos.”
Uma das mudanças mais comentadas pelos jogadores aconteceu na mesa final, e Roberto Soares, conhecido pela comunidade como “Bob”, explica.
“A gente já tinha feito essa mudança, na verdade, no ano passado, e a gente aprimorou para este ano. As mesas finais de torneio hoje não são jogadas mais por tempo de blind, e sim por mãos jogadas. Isso através de um estudo que o BSOP fez da quantidade de mãos que são dadas pelos nossos dealers por hora. Assim, a gente chegou ao cálculo desse número de mãos. A grande mudança e a modernização para este ano é que, a partir de agora, a cada eliminação em mesas finais de torneios com blinds acima de 60 minutos, a gente vai tirar duas mãos a cada nível. Então, se a mesa começa com 28 mãos, a cada eliminação vai tirando duas, até que você chega no heads-up com 14 mãos, que é mais ou menos uma contagem de 30 minutos, que é o que a gente faz num torneio com blinds acima de 60 minutos.”
Outra mudança realizada durante um importante momento do torneio, o Hand-for-Hand, também foi objeto de explicação do Diretor Geral de Torneios do BSOP. “A gente tem também a questão do Soft Hand-for-Hand, que foi uma coisa que a gente implementou agora no BSOP de São Paulo, que também é para tornar o jogo mais ágil, menos monótono, e isso adianta muito, sempre. Quando a gente está próximo do Hand-for-Hand original, que é a bolha realmente do torneio, a gente está fazendo um acompanhamento de números de mãos por mesa. Então não necessariamente a gente precisa dar mão a mão, parar e ficar guardando outra mesa, mas a gente vai acompanhando o número de mãos.”
Bob continua. “Cada mesa tem o seu ritmo, então se ela tem até três mãos de diferença, a gente para aquela mesa e as outras continuam jogando para que se iguale o número de mãos e aí siga novamente ali no Soft Hand-for-Hand. Quando você está a um jogador realmente da bolha, a gente inicia o Hand-for-Hand original, vamos dizer assim.“

Também ocorreu uma mudança significativa pensada para os torneios mais caros da grade, especialmente em séries Super High Rollers. “Outra mudança é que agora a gente tem um procedimento de redraw no final do late register, então não tem aquela possibilidade do jogador querer aguardar, escolher ou ver como estão formadas as mesas para fazer a sua inscrição. A gente tem um redraw geral entre os jogadores no final do late register de cada torneio High Roller, e a gente está fazendo também esse redraw no momento que o jogador chega.”
Roberto Soares aproveita para explicar com mais detalhes o que foi colocado em prática. “A gente chama isso de seat draw. No momento que o jogador chega ele não tira somente as posições vazias, ele escolhe entre todas as posições, e aí o jogador, se ele cai em uma posição vazia, ele permanece nessa posição, mas se ele vai para uma posição que já tem um jogador, ele senta na posição desse jogador, e esse jogador sorteia uma nova posição vazia, sempre randomizado.”
Para Bob, essas novidades acontecem porque mesmo tendo uma das equipes mais respeitadas e elogiadas do mundo do poker, o evento não para de buscar melhorias. “No BSOP a gente está sempre na vanguarda de procedimentos e de regras, sempre buscando a melhoria nos nossos procedimentos, no nosso sistema e nas nossas estruturas de torneio para melhorar o jogo e melhorar os torneios para os próprios jogadores. Sempre em busca da melhor jogabilidade, da melhor dinâmica para o jogador e de tornar o jogo mais divertido e mais ágil.“
Por fim, Roberto Soares explica o processo até se chegar a alguma mudança no jogo. “A gente tem sempre a participação da comunidade, dos jogadores do BSOP, mas a gente está sempre antenado com os maiores torneios do mundo em busca de atualizações. Minha própria participação, como diretor do BSOP, na TDA (Poker Tournament Directors Association), é prova disso. O evento acontece de dois em dois anos em Las Vegas, e lá é onde aparece muito debate sobre esses procedimentos, então a gente também está sempre presente lá, e é isso que faz a gente trazer as novidades para cá.“











